No dia 7 de maio, dirigentes de diversas entidades de servidores públicos do Estado estiveram reuniram-se com o pré-candidato ao governo do Estado, Miguel Rossetto (PT). O Coordenador-Geral do SINDPERS, Thomas Vieira, participou do debate representando o Sindicato dos Servidores da Defensoria Pública do RS.

O encontro aconteceu na sede do Sindjus-RS e faz parte de um projeto de debates que as entidades desejam realizar com os candidatos. Rosseto fez uma análise do momento político do País e do Estado e colocou suas ideias e alternativas para enfrentamento das dificuldades do Estado e do País. Ele destacou que esta eleição acontece num momento de grande singularidade, frente à instabilidade política e institucional, com desdobramentos no campo político e econômico, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. “Estamos vendo movimentos estruturais em direção à organização de uma agenda mundial de reposicionamento das nações, dos estados nacionais, num momento em que o capitalismo não oferece estabilidade, joga com a democracia e não quer a repartição da renda, num processo que no Brasil chegou através de um golpe”, lembrou o petista.

Para o pré-candidato, o destino do RS está absolutamente vinculado ao destino do País. “Temos um governo que comemora o fechamento de escolas públicas, o que dá a dimensão de não futuro; que atrasa salários, que tem um déficit brutal de recursos humanos e uma falência total do sistema de segurança”, informou.

Para ele, é preciso repensar um projeto para o RS de recuperação financeira e fiscal, que tire o Estado do desalento. “Tem muitas coisas que podem ser feitas, como melhorar a arrecadação, controlar os gastos a partir da qualidade do gasto e rediscutir a dívida do Estado”. Especialmente em relação a este último tema, da dívida, ponderou que o RS ficará 50 anos pagando uma dívida mal negociada que drena 13% dos recursos do Estado, ou cerca de R$ 16 bilhões, para a União. “Nem um País que perdeu uma guerra ficou tanto tempo pagando uma dívida”, apontou, lembrando que a partir da decisão do STF sobre as perdas da Lei Kandir é possível sim fazer um encontro de contas que melhore a situação do Estado.

Por fim, otimista, o petista disse que os gaúchos precisam ter esperança de futuro. “Não podemos perder o Porto de Rio Grande, a cadeia do leite, as escolas públicas, a saúde pública, a segurança. Este governo aprofundou a crise, mas o Estado tem condições de sair dela, com capacidade de liderança forte, refazendo pactos, incorporando todas as tecnologias de avaliação, de desempenho das políticas públicas, criando um ambiente de diálogo social, um governo transparente, presente nos espaços de cooperação e com muita participação popular, revertendo os indicadores e disputando coisas que devem ser disputadas. O RS tem uma condição que nos permite sair desta situação e construir um estado de bem estar social”, finalizou.

Ele ouviu as entidades e lembrou que este era o primeiro encontro e que outros ainda iriam acontecer até outubro.  Rossetto aproveitou para reforçar a questão dos privilégios. “É preciso combater a sonegação, controlar gastos com parcimônia, ter crescimento da renda para distribuir melhor esta renda, entre outas iniciativas. Interessa ao povo gaúcho que as instituições como o Ministério Público, o Judiciário, a Defensoria funcionem e que, apesar de alguns temas serem delicados, têm que ser enfrentados. O desafio do executivo é ter muita responsabilidade. Mas dois compromissos são inadiáveis: pagar em dia os salários e estabilizar o Estado, acabando com o desalento”, finalizou.

Estiveram presentes ao encontro, além do  SINDPERS, o SIMPE-RS,  ASJ, SINDJUS, APROJUS, CEAPE Sindicato e ABOJERIS.

Assessoria de Comunicação GE7 Comunicação

Com informações do Simpe-RS